Escotismo em Torres Vedras

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Escalpos de Patrulha

 


O escalpo é uma tradição perdida. Os indígenas da América do Norte arrancavam os escalpos (couro cabeludo) aos inimigos e ostentavam-nos orgulhosamente como troféus nos seus totens. Os escalpos dos nossos totens, são igualmente troféus conquistados pelas patrulhas nas suas "batalhas": um jogo, um acampamento. Os escalpos são feitos pelo Chefe e deverão ter um "sabor a índio". Um escalpo não convém ser, portanto, um bocado de plástico. A imaginação aqui é quem manda. Privilegiam-se os materiais naturais como o cabedal e a madeira. Adicionam-se penas, contas de madeira, missangas, fio de cabedal, placas de madeira, ramos, etc. O produto final deve ser uma mistura de originalidade e arte. Onde buscar a matéria prima?

 

  • Penas: um pouco por todo o lado. Para os mais aplicados, sugere-se uma visitinha ao Parque Ornitológico da Lourosa (a norte, pela Nacional Nº1), riquíssimo em aves e, por conseguinte, em penas.
  • Contas: as de madeira conseguem-se em retrosarias. Mas, nas lojas "dos 150" e "dos 300" vendem-se uns colares cheios de contas de madeira de todos os feitios e tamanhos, e para todos os gostos. Nalgumas lojas e, mais frequentemente, nas feiras de artesanato, aparecem umas contas de barro com pinturas "à índio".
  • Cabedal: nalgumas lojas de ferragens, drogarias e sapateiros. O mais barato é sempre comprar retalhos, isto é, restos do cabedal usado para confecionar carteiras, cintos, botas, etc.
  • Ramos: um ramo bastante rugoso pode ser descascado parcialmente, apenas de maneira a aparecer uma área onde se possam escrever palavras a negro sobre o branco da madeira.
  • Placas de madeira: um pau de gelado, amarrado a uma tira de cabedal, dá um ótimo local para gravar palavras. Para mais, sempre se pode visitar uma carpintaria. Para os mais expeditos, sempre se pode dar um saltinho à noite aos contentores do lixo em locais estratégicos, onde se podem encontrar caixas de fruta, algumas das quais feitas de madeira bastante clara, leve e “trabalhável”. Aliás, para além de inscrições, as placas de madeira podem ser esculpidas com formas várias (uma faca, um remo, um índio).
  • Outros acessórios: fio de variado material pode ser usado para enriquecer o escalpo, especialmente deixando as pontas em rabo de cavalo; bocados de pele com pelo dão um aspeto ainda mais selvagem; fitas de pano que se podem comprar nas retrosarias; o "fio-do-norte" ou "fio-de-vela" são ótimos para coser cabedal e dão um ótimo aspeto.

 

Ferramentas: embora pareça necessário um grande arsenal de ferramentas, não é preciso muita coisa. Um canivete bem afiado é essencial, embora em muitos casos seja necessário usar um "x-ato" e uma régua. Canetas de acetato são imprescindíveis, por causa da proteção à água, nas principais cores de vermelho, preto e verde. Para gravações a fogo, em madeira ou cabedal, serve bem um ferro de soldar (eletrónica) dos mais baratos. Um ponteiro de 2-3 mm de espessura, bem afiado, é ótimo para furar cabedal (para depois passar o fio-do-norte a fingir uma costura ao redor do escalpo). No cabedal ou madeira a inscrição do motivo do escalpo: "Melhor patrulha em campo - S. Jacinto - julho 97" ou "1ºLugar - Grande Jogo - Caramulo", por exemplo.

 

Não há regras definidas para o escalpo, mas a imaginação e bom gosto devem imperar. Não nos podemos esquecer de que, a patrulha que o ganhar, o irá exibir com orgulho durante anos, pendurado no seu totem. É bonito de se ver um totem cheio de escalpos, cada um com a sua história, cada um diferente de todos os outros. Para um escoteiro, é o orgulho da sua patrulha, as vitórias alcançadas, esforços despendidos, o que ele contribuiu para isso.

 

Para um chefe, representa mais trabalho. Mas, a longo prazo, surtirá efeitos positivos.

 

 

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Escotismo com tradição!

Os escoteiros estão em Torres Vedras desde 1914 e o 129 foi oficialmente reaberto em 1999.

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