Escotismo em Torres Vedras

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Conselhos sobre caminhadas

 


Para empreender uma caminhada, o mais importante é determinar o tipo de terreno que se vai atravessar, a duração do percurso e a forma de o realizar (se é por etapas ou tudo de uma só vez).

 

Deve ter-se em conta a previsão meteorológica, bem como a estação do ano, pois são fatores que vão determinar o tipo de roupa a utilizar.

 

O cansaço e o esgotamento da caminhada dependem fundamentalmente do ritmo que se leve, devendo ser constante e rítmico. Para adotar o ritmo mais adequado e determinar os quilómetros a percorrer, deve ter-se em consideração a experiência, a constituição física e a idade de todos os participantes. Nunca se devem empreender grandes caminhadas sozinho, por questões de segurança. O guia assume a cabeça da fila e o subguia a retaguarda, ficando os restantes elementos no meio, sempre pela mesma ordem.

 

O peso da mochila que se transporta deve ser o mais reduzido possível. Os materiais de utilização coletiva serão partilhados por todos os elementos e os de utilização pessoal devem restringir-se ao mínimo.

 

A utilização de um plano ou mapa da zona é aconselhável para localizar zonas de acampamento, fontes, caminhos, refúgios, etc.

 

As paragens não devem exceder os 5 a 10 minutos para que os músculos não esfriem e não fiquem rígidos; contudo devem efetuar-se a intervalos regulares. Em descansos grandes, como por exemplo às horas de refeição (sobretudo em dias muito quentes) é aconselhável parar em lugares com sol e sombra. É natural que, após a paragem se comece a transpirar abundantemente. Nestas alturas é da maior conveniência não permitir que o vento vos atinja pois isso conduz a um grave resfriamento ou até a uma pneumonia. Protejam-se das correntes de ar enquanto transpiram vestindo um agasalho. Uma técnica utilizada por BP, nas longas caminhadas africanas, era a de transportar uma segunda camisa pendurada na mochila que trocava com a primeira quando esta estivesse molhada. A camisa molhada, pendurada na mochila, ao sol e ao vento, secava rapidamente e permitia-lhe voltar a fazer a troca na paragem seguinte

 

Para evitar a desidratação é necessário tomar líquidos frequentemente, mas não em demasia. Apenas o indispensável e que nunca estejam muito frios. Comer muito, dificulta o recomeço da caminhada e é inapropriado para quando se realizam esforços físicos consideráveis, como é o caso. Utilizem alguns alimentos energéticos e frutas, que serão ingeridos em múltiplas refeições.

 

Evitem esforços desnecessários e atividades que esgotem rapidamente (caminhar muito depressa, saltar arbustos, falar e cantar durante a viagem, etc.).

 

O calçado não se deve desapertar nem mudar até que termine a caminhada. Os pés inchariam de imediato e seria um suplício voltar a enfiá-los nas botas. Ainda em relação ao calçado são desaconselháveis as sapatilhas (vulgo "ténis"). Umas boas botas de caminhada podem custar algum dinheiro, mas compensam pelos anos que duram e pelo conforto que proporcionam.

 

Quando se tiver de circular em estradas ou caminhos onde passem veículos deve caminhar-se sempre em fila e pelo lado esquerdo para ver melhor os carros que vêm de frente.

 

A utilização da vara de escoteiro é indispensável numa caminhada. Por exemplo, quando se cruzam rios, já que permite comprovar a estabilidade das pedras, a descer ou a subir uma montanha, ajudando também a limpar o caminho que tenha muita vegetação, etc.

 

 

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Escotismo com tradição!

Os escoteiros estão em Torres Vedras desde 1914 e o 129 foi oficialmente reaberto em 1999.

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